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Declarado imóvel de interesse público, que solicitará o interesse
de qualquer visitante, é a famosa Fonte Romana,
antiga Fonte do poço. É uma fonte quinhentista, com quatro pilares e seis colunas jónicas que suportam uma cúpula de tijolo.

Por ordem de D. Dinis é edificada, por altura da criação da vila,
em seu redor uma cinta de muralhas com cinco portas em arco, restando apenas uma - a Porta sul ou Arco de D. Dinis, sendo hoje um
dos símbolos de Vila Flor, tendo sido construída, às portas da freguesia, uma
estátua em homenagem ao mesmo Rei.

A Rua Nova é uma das ruas mais antigas de Vila Flor, situando-se
nas imediações do Arco de D. Dinis. Foi em tempos habitada pelos judeus, onde desenvolviam os seus negócios.
Perto da Rua Nova, encontra-se a Rua do Saco,
também muito antiga, onde podem ver-se algumas casas tradicionais.
Ambas foram alvo de intervenção recente, quer a nível de iluminação quer do pavimento.

A Biblioteca e o Museu Municipal completam
este bem, que é a cultura. Trata-se de um exemplar raro de habitação senhorial, actualmente transformado
em Museu Municipal, é o Solar dos Aguillares, primeiros donatários de Vila Flor, do século XII/XIV, com as
Armas Reais na fachada principal e a Flor de Lis na fachada poente. Este museu, nascido da paixão de Raul
de Sá Correia por tudo o que dizia respeito à sua terra, é justo orgulho de Vila Flor e até do distrito,
estamos em crer, pelas suas colecções de pintura, de arqueologia e etnografia, artesanato africano, arte
sacra, numismática e medalhística. Já lá esteve instalada a câmara municipal, a repartição de
finanças e o posto da guarda, sem nunca ter perdido a traça inicial. O seu recheio, oferta dos vilaflorenses
ao longo dos anos, é hoje património do povo local, para que se mantenha vivo o seu "ontem", e as
gerações vindouras saibam que Vila Flor tem um passado que é necessário preservar.

A Igreja Matriz,
dedicada a S. Bartolomeu - o padroeiro - foi edificada
em substituição de uma anterior que em 1708 foi demolida, é essencialmente barroca, sendo os altares colaterais em
talha dourado século XVII, trazidos da Falperra, em Braga. Possui um painel de Manuel de Moura, pintor vilaflorense
do século XIX. No seu interior sobressai a Capela da Senhora da Piedade, onde estão sepultados os Condes de Sampaio
- donatários de Vila Flor após D. João I - com o respectivo brasão, existem ainda peças de valor incalculável, algumas
delas expostas já no Vaticano. Com "uma frontaria muito elegante e bem ornamentada", a igreja é, no seu conjunto,
"uma das mais sumptuosas do distrito".

A Igreja da Misericórdia
situa-se no Largo do Rossio. No local onde existe agora esta igreja parece ter
existido, quase desde o tempo da fundação da vila, uma capela, construída não se sabe ao certo quando.
Sabe-se que essa capela ruiu, tendo sido reconstruída e tendo ruído de novo em 1882. Ao que parece,
em tempos antigos, os terrenos em que as sucessivas construções assentaram tinham demasiada água,
tornando-se pouco estáveis. Presentemente, com a proliferação de furos para captação, essa característica
terá desaparecido. Reconstruída e ampliada em 1895, tem recebido benfeitorias várias e serve o culto
religioso do Concelho.

Perto do centro histórico da freguesia, encontra-se o Largo do Rossio,
onde podem ver-se alguns solares brasonados, a Igreja da Misericórdia e ainda o poço no centro da praça, que data de
1861 e, depois de alguns anos “escondido” foi recolocado em 1999, dado que o espaço teve obras de remodelação.

Casa de família de Raúl Sá Correia, é considerado o melhor solar
joanino do concelho de Vila Flor e um dos mais belos do distrito. É uma joia arquitectónica do Séc. XVIII, que embeleza todo
o núcleo histórico, onde se insere.

O edifício da Câmara Municipal, construído por volta de 1940, situa-se na Av. Marechal
Carmona, avenida principal da vila. Neste local pode ver-se o Centro Cultural, diversas esplanadas e é ainda um local onde
muitos vilaflorenses passeiam, especialmente nas agradáveis noites de verão.

Capela de S. Lourenço, erguida na aldeia do Arco em honra ao santo padroeiro, S. Lourenço.

No que concerne à cultura, é de assinalar o Centro Cultural
de Vila Flor, que confere à freguesia e ao concelho uma situação privilegiada em termos de acolhimento
de actividades culturais muito diversificadas ao longo do ano. De salientar que nestas instalações se pode também
assistir a sessões de cinema regulares.

A Capela de Santa Luzia
foi mesquita árabe, serviu de templo quando a Igreja Matriz Ruiu. Foi renovada em meados do
séc. XX e, mais recentemente foi alvo de nova intervenção, quer na própria capela, quer no bonito jardim que a rodeia.
Em tempos, no mesmo local onde se encontra a capela, funcionou uma escola primária.

O Complexo Turístico do Peneireiro, onde está incluído o parque
de campismo, a piscina municipal,
o parque de merendas,
o circuito de manutenção e um pequeno zoo, são também pontos de referência. Enquadrado por uma paisagem lúdica de fraguedos e floresta, em que sobressaem
os pinheiros e carvalhos, salpicados aqui e ali pelos giestais, urze e rosmaninho, dão-lhe um colorido e
odor tão característico. Nesta zona existe ainda a barragem do peneireiro, que abastece de água quase todo o
concelho.

No campo paisagístico há a salientar o Monte de Nossa Senhora
da Lapa, de onde se obtém uma surpreendente panorâmica e que é o orgulho dos vilaflorenses, já que foi
palco de obras de embelezamento recentemente. Um calcetamento condigno, um parque de merendas,
uma boa iluminação e um parque infantil, fazem dele um local digno de visita.

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